Seja simplesmente mulher, e a duesa se manifesterá...

Seja simplesmente mulher, e a duesa se manifesterá...

A deusa interior

A deusa interior
Esta é uma ilustração de uma deusa interior, que permeia entra as Deusas Persefone e Atenas. Para obter a sua entra em conatacto comigo! obrigado

(RE)Encontro com a minha Deusa Interior!

Este trabalho desenvolvido, o(re)encontro com a minha Deusa Interior, é nutrido pela energia de Maria Madalena. Maria Madalena representa o arquétipo do feminino sagrado. ELA é considerada como o TODO, uma referência à mais alta sabedoria. A sua energia é uma energia poderosa, activa, amorosa, é uma referência ao feminino. ELA apela a nós mulheres para nos relacionarmos com os demais sem perder a nossa essência. A este processo a psicologia deu o nome de inteligência emocional, isto é, sabermos reconhecer as nossas emoções e destingui-las dos outros com quem nos relacionamos, e assim entrarmos na empatia com o outro. Este processo de reconhecer as nossas emoções é a (re)ligação á nossa essência enquanto SER, enquanto mulheres. É caminhar rumo ao divino em nós, resgatando, curando e amando todas as nossas partes, é o (re)encontro com a nossa Deusa Interior, rumo e ascendendo à deusa Mãe!É o caminho da espiral para dentro, para poder-mos projectar-nos, espandirmos em amor e luz!
Este é um dos desafios deste trabalho...

A consciência da Deusa em mim- Deusa interior

A mulher guarda no seu íntimo uma magia própria de fazer acontecer, se deseja entender e integrar a essência da Deusa na sua vida cotidiana, encontrar respostas para seus sonhos, favorecer a sua auto-estima e poder pessoal, encontrar o amor incondicional e retomar o Feminino Divino, abra o seu coração e se entregue a uma viagem ao útero luminoso da Grande Deusa. Resgatando a Tua Deusa Interior é um trabalho terapêutico realizado com mulheres de todas as idades que estão em busca do seu Feminino Divino, a meta é a recuperação e o resgate da bela forma psíquica da mulher, sendo o acto criativo essêncial para que aprendam a amar-se e assumam suas identidades de mulheres em nossa sociedade assim como poder situar-se entre seus femininos e masculinos interiores. Através da resposta ao questionário apresentado tu mulher irás contactar com a Deusa Regente e a Deusa Ferida, mas não é só ! Depois de um estudo dos dados estatísticos este trabalho vai permitir uma interação e uma dinâmica tal que vai resultar num processo dinâmico, e de amor com amor e por amor, numa dança harmoniosa permitindo aceitar a tua deusa regente, curar a deusa ferida i interagir de um modo simultâneo com todas! Todo este processo é um processo teraoêutico, de unificação levando ao equilibrio das partes permitindo-te renovar, despertar ou reintegar a tua espiritualidade conforme tua história de vida e as necessidades nas 7 áreas de vida. Porque a Deusa vive no amago de cada mulher!
Vem experimentar...

Ao encontro da minha Deusa!

No trabalho com as Deusas, e com a sintonização com cada Uma tenho curado a minha deusa ferida!
Depois de estudos e pesquizas com os arquétipos das deusas Gregas, e outras (que assunta na teoria de C.Jung), embarquei em processos de alquimia, de individualização, de cura, de resgate, de unificação (...) e de Amor , levou-me a percebier que são canais para a nova expressão e consciência acerca do que é Ser uma Mulher! E como estamos em ascenção rumo à luz total ter esta consciência, à qual se pode chamarconsciência de Ser Mulher da Nova Era, é ser uma Deusa co-criadora da sua própria vida, poder pessoal, força e beleza únicas e divinas. O meu enfoque é o Sagrado Feminino. É este o trabalho que tenho feito comigo: reconhecer, curar, amar o meu Sagrado feminino! É o trabalho que vou colocar à disposição do universo!

Resgate do feminino

. Processo de cura

. Arte e percepção

. Utilizações de afirmações positivas

. Equilibrio dos 2 hemisferios cerebrais

. Equilibrio da energia feminina

A DEUSA INERIOR

. Apresentação das deusas

. Meditando com cada deusa

. Reconhecer, amar, curar cada deusa

Por uma noite...

Vivam assim; por uma noite!

domingo, 5 de Abril de 2009

O sol e lua- cont.

Como diz Maria Madalena: "...(con)vivam uns com os outros sem perder a vossa essência"...

..."Sejam como o sol e a lua: amem-se loucamente, mas não parem de evoluir! Já imaginaram se não houvesse dia e noite? Se o sol não fosse afastado da lua? Como iriamos perceber o brilho de cada um?"...

E o Sol deixou a Lua entrar, a noite começa a viver e deixa o sol descansar, Amam-se sem saber. Tocam-se ao amanhecer e ao entardecer e apenas anseiam pelo próximo encontro. Breves os instantes que passam juntos... Beijos longos de horas que são trocados no instante da "troca".. O sol e a lua... eternos apaixonados!!!. As saudades durante a tarde. As invejosas das nuvens que (tentam a todo o custo) encantar o sol e distraí-lo. O mar que os acolhe e que espalha a sua luz... Sol e Lua, como uma só.. Parecem escuros (em forma de eclipse).. Mas é aí que brilham mais!!! Que se encontram ás escuras e ninguem vê: O amor que sentem .... E vêem apenas escuridão!!!!

É através do casamento interno do sol com a lua, da rainha com o rei, da água feminina com o fogo masculino que o homem e a mulher vivenciam o arquétipo da totalidade e podem relacionar-se de uma forma mais harmoniosa. A tensão entre os opostos é geradora de movimento e vida. Os opostos precisam se afastar para poderem se reunir num outro momento. Viver a unidade absoluta é impossível, pois teríamos a parada do movimento, a morte.

A vida flui através das tensões dos opostos. Um relacionamento entre duas pessoas precisa ter momentos de encontro e momentos de afastamento. O sol e a lua se encontram periodicamente no céu e também se afastam, e a qualidade desse encontro sempre é diferente. O sol ilumina a lua e a lua se deixa iluminar pelo sol de maneira diferente.

É preciso que o homem e a mulher experimentem também, várias formas de se encontrar e se desencontrar. Então o casamento pode permanecer vivo e atingir o objetivo do desenvolvimento psíquico das duas pessoas envolvidas na relação. A aceitação das diferenças é a condição básica para um relacionamento criativo. A harmonia se cria a partir dos opostos, e só é possível a harmonia porque a desarmonia também existe. A harmonia nasce da união dos opostos, mas é preciso que eles se separem para que possam voltar a se reunir.

Essa é uma lição básica que nos proporciona o nosso Pai-Sol e nossa Mãe-Lua, no seu eterno encontro e desencontro. Entretanto, a nossa tendência é eliminar um dos opostos, caindo-se então, no desequilíbrio e perdendo-se a oportunidade de viver de maneira mais plena. (Texto inspirado de R.V.)

" Meus queridos esta é base do sucesso dos vossos relacionamentos"- JESUS

O sol e a lua- uma história de amor!

O sol e a lua- uma história de amor!



Quando o SOL e a LUA se encontraram pela primeira vez, se apaixonaram perdidamente e a partir daí começaram a viver um grande amor. Acontece que o mundo ainda não existia e no dia que Deus resolveu criá-lo, deu-lhes então o toque final ...o brilho !

Abateu-se sobre eles uma grande tristeza quando tomaram conhecimento de que nunca mais se encontrariam. A LUA foi ficando cada vez mais amargurada, mesmo com o brilho que Deus havia lhe dado, ela foi se tornando solitária. O SOL por sua vez havia ganhado um título de nobreza "ASTRO REI", mas isso também não o fez feliz.

Deus então chamou-os e explicou-lhes: Vocês não devem ficar tristes, ambos agora já possuem um brilho próprio.

A LUA entristeceu-se muito com seu terrível destino e chorou dias a fio...já o SOL ao vê-la sofrer tanto, decidiu que não poderia deixar-seabater pois teria que dar-lhe forças e ajudá-la a aceitar o que havia sido decidido por Deus. No entanto sua preocupação era tão grande que resolveu fazer um pedido a ELE: Senhor, ajude a LUA por favor, ela é mais frágil do que eu, não suportará a solidão... E Deus em sua imensa bondade criou então as estrelas para fazerem companhia a ela.

A LUA sempre que está muito triste recorre às estrelas que fazem de tudo para consolá-la, mas quase sempre não conseguem. Hoje eles vivem assim....separados, o SOL finge que é feliz, a LUA nãoconsegue esconder que é triste.

O SOL ainda esquenta de paixão pela LUA e ela ainda vive na escuridão da saudade.Dizem que a ordem de Deus era que a LUA deveria ser sempre cheia e luminosa, mas ela não consegue isso....porque ela é mulher, e uma mulher tem fases.Quando feliz consegue ser cheia, mas quando infeliz éminguante e quando minguante nem sequer é possível ver o seu brilho.

LUA e SOL seguem seu destino, ele solitário mas forte, ela acompanhada das estrelas, mas fraca. Humanos tentam a todo instante conquistá-la, como se isso fosse possível. Vez por outra alguns deles vão até ela e voltam sempre sozinhos, nenhum deles jamais conseguiu trazê-la até a terra, nenhum deles realmente conseguiu conquistá-la, por mais que achem que sim. Acontece que Deus decidiu que nenhum amor nesse mundo seria de todo impossível, nem mesmo o da LUA e o do SOL... e foi aí então que ele criou o eclipse.

Hoje SOL e LUA vivem da espera desse instante, desses raros momentos que lhes foram concedidos e que custam tanto a acontecer. Quando você olhar para o céu a partir de agora e ver que o SOL encobriu a LUA é porque ele deitou-se sobre ela e começaram a se amar e é ao ato desse amor que se deu o nome de eclipse. Importante lembrar que o brilho do êxtase deles é tão grande queaconselha-se não olhar para o céu nesse momento, seus olhos podem cegar de ver tanto amor.

Bem, mas na terra também existe sol e lua … e portanto existe eclipse .. mas essa era a única parte da história que você já sabia, não era ?

(Desconheço o Autor)

Eis o porquê dos ovos da Páscoa... Feliz Páscoa!



O Ovo da Páscoa..

Segundo textos dos Envagelhos gnósticos, depois de Maria Madalena ter visto Jesus Ressuscitado, veio a contar a novidade, no caminho encontrou Poncio Pilatos, a quem contou. Ele, não acreditando, exigiu que Ela o comprovasse, e assim uma senhora ao passr como uma cesta de ovos, MM pegou um e ele ficou de cor vermelho brilhante. Daí que na catedral em Jerusalem MM esteja com um ovo vermelho na mão.

Passo esta informação, pois não sabia de onde vem os ovos e o porquê de eles serem o simbolo da Páscoa...


Aliás, depois de reflectir, o ovo casa muito bem nesta prespectiva histórica, pois ela simboliza uma Nova Vida! Tanto a nova vida gerada como a depois da morte e ressurreição!


Cultuar o simbolo do ovo, é uma forma de contactarmos com a maravilhosa energia de Maria Madalena...



Desejo uma FELIZ PÁSCOA!

Goreti

sexta-feira, 3 de Abril de 2009

"O Gênero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e o seu princípio feminino; o gênero manifesta-se em todos os planos."

O Universo é assim! São, essas, duas forças opostas e complementares. O nosso anima (poder feminino) e o animus (poder masculino) devem estar sempre em harmonia.

Cada um de nós tem energia feminina (“Yin”) e energia masculina (“Yang”) dentro de si. Para homens e mulheres, a energia feminina representa a nossa parte mais profunda e sábia, que comunica connosco através da nossa intuição. Se não lhe prestamos atenção consciente, a nossa intuição tenta fazer-se ouvir através de sonhos, emoções e do nosso corpo físico. A energia feminina é também a nossa capacidade de sentir, de dar e de receber carinho, afecto e amor, de exprimir as nossas emoções e desejos. O aspecto masculino em nós (homens e mulheres) representa acção, força de vontade, a nossa capacidade de pensar, de falar, de movimentar os nossos corpos e de fazer coisas no mundo físico.


Maria Madalena vem solicitar, atraves do seu raio de sabedoria, para que, nós, mulheres (e)namorem todos os homens das nossas vidas! E aos Homens para se deixarem (e)namorarem por todas as mulheres de suas vidas! Ao serem nutridos com o mais puro amor cálice da vida!a sua espada é desenbainhada para a acção, para a meta! Nm intercâmbio de energia, eles vão interagir connosco, na mais perfeita Harmonia, o seu poder de falo vai ser, por eles realizado no mais perfeito amor. Todo este processo dinâmico se processa no Amor Incondicional.


(E)Namorem todos os Homens da vossa vida
na dança harmoniosa do cálice, e no dia-a dia
bebam o nectar do incondicional amor
que rejuvenesce, acalenta e dá alegria!

Bebam sem cessar
nutram-se sem medida
a nutrir e a amar
é o propósito do calice e da espada da Vida!

Sigam a espada
ela representa a acção
sigam o impulso
e curem a Deusa ferida
em vosso coração!

Deusa
Tu que anseias acordar
num corpo de mulher
protegido pela espada
e com o calice de amor a transbordar!

Goreti


domingo, 22 de Março de 2009

Na espiral...

Na espiral
onde o passado e o futuro
se encontram num presente infinito
eu danço!

Danço rumo à individuação
rumo ao meu Sagrado feminino
Danço rumo à Deusa!

Danço a dança sagrada da vida
a dança do ventre
que me faz ter o "jogo de cintura"!

Dançando eu re-encontro
a Deusa que habita em mim!
a Deusa que ma faz ser Donzela, Mãe e Anciã

Na espiral eu danço
danço rumo à ascenção
que se faz notar em cada gesto, em cada acção

Eu danço e danço
em cada espiral eu rumo a Ti!

Goreti

sábado, 21 de Fevereiro de 2009

A deusa regente/a deusa ferida

De acordo com uma corrente da psicologia, seis deusas gregas vivem no inconsciente da mulher. Em determinado período da vida, uma dessas deusas se destaca, enquanto outra sai de cena - reconhecer esses ciclos de revesamento é fundamental. Quase sempre essas deusas estão em disputa; com algumas, temos mais afinidade e com outras menos. Harmonizá-las na psique é o objetivo.

Elas têm temperamento diferente: Atena, Hera e Afrodite são extrovertidas e Ártemis, Perséfone e Deméter são introvertidas. Atena e Ártemis formam a Díade da Independência, deusas guerreiras, enérgicas e solitárias.

ATENA (Minerva) - Deusa da sabedoria e da guerra, era grande estrategista; ajudou muitos heróis em suas batalhas, entre eles Ulisses e Perseu. Atena era uma deusa civilizada, prudente e racional. Encontramos esta deusa nos grandes centros urbanos, no mercado de trabalho. Ela coloca a carreira em primeiro plano. Acadêmica, executiva, mulher de negócios, valoriza a cultura e vive no mundo dos homens, com seus heróis. Atena simboliza a mulher intelectual.

ÁRTEMIS (Diana) - Deusa da caça e da floresta, tinha um arco e flecha de prata; sempre cercada de ursos, cães e outros animais, era protetora da fauna e da flora. Tinha uma energia indomável. Encontramos Ártemis nas áreas rurais, nos campos, em algum modo de vida/trabalho alternativo. Vida simples, contato saudável com o corpo (hatha yoga, esporte, dança), seu mundo é o da autosuficiência. Ártemis simboliza a mulher despojada. Atena e Ártemis precisam de liberdade de expressão.

Hera e Perséfone representam a Díade do Poder. Hera, de ego forte, coloca seu poder em contato com o mundo externo, social, e Perséfone, de ego frágil, coloca seu poder em contato com o mundo interno, espiritual.

HERA (Juno) - Casada com Zeus, o deus do Olimpo, era rainha e companheira no poder. Deusa dos céus e do casamento, era altiva, conservadora e ambiciosa. As mulheres Hera acreditam na instituição do matrimônio, nos vínculos sociais e são bem tradicionais a respeito da família. Valorizam o status de esposa e a segurança do casamento. Hera simboliza a mulher matriarcal.

PERSÉFONE (Coré) - Casada com Hades, o deus do submundo (o inconsciente), era rainha do mundo avernal (o oculto); em seu reino recebia o espírito dos mortos. Perséfone traduz a mulher mística, mediúnica, espiritualizada, que tem dons ou paranormalidade. É a mulher sensível, que se inclina para a metafísica ou psicologia profunda. Perséfone simboliza a mulher sensitiva. Hera e Perséfone precisam do poder de expressão.

Afrodite e Deméter formam a Díade do Amor, o amor erótico e o amor maternal. Afrodite ama o adulto e Deméter ama a criança.

AFRODITE (Vênus) - Deusa do amor e da beleza, teve inúmeras aventuras amorosas. Seu filho Eros (Cupido) acertava o coração das pessoas com a flecha da paixão. Sedutora e vaidosa, esta deusa representa a mulher que cuida da aparência e do corpo, as que têm sex appeal. Vivem para o romance e precisa do contato físico com quem amam. Afrodite simboliza a mulher amante.

DEMÉTER (Ceres) - Regia os ciclos da natureza, deusa da gestação, era protetora dos indefesos. Responsável pela fertilidade e colheita anual, ensinou aos homens a arar e às mulheres como fazer o pão. A mulher Deméter quase sempre se realiza através da maternidade, e quando não tem filhos, acaba se envolvendo em causas assistenciais (profissionalmente ou voluntariamente). Deméter possui energia materia abundante, ela simboliza a mulher maternal. Afrodite e Deméter precisam da expressão do sentimento.

Cedo ou tarde estas deusas virão do reinado. Como dar-lhes espaço? Afrodite talvez seja a deusa mais solicitada e às vezes a mais mal resolvida. As coisas podem ficar difíceis quando ela tiver que dividir com Deméter , vendo seu corpo se transformando e com ele sua vida sexual. Mas será mesmo que é preciso desistir de Afrodite quando Deméter surge? Tem mulheres que o fazem para sempre. E para Deméter pode ser um período de descobertas quando lhe chega a sensualidade e o prazer do mundo de Afrodite.

A deusa Atena, de caráter racional e prático, pode ficar embaraçada com a visita de Perséfone, fazendo-a entrar em contato consigo própria, através de alguma terapia, por exemplo. Ou pode ser inusitado para a mesma Atena, depois de uma carreira consolidada, se deparar com o mundo dos bebês e mamadeiras de Deméter. E a mulher, que depois de tantos anos de convivência com Deméter, pode ver Atena surgindo como oportunidade de voltar à faculdade - quando os filhos crescem e se vão, por exemplo.

Ártemis e Afrodite podem até se encontrar na mesma academia de ginástica, mas por motivos diferentes. A princípio, a vida selvagem (ecológica, natureba, esportiva) de Ártemis pode ser estranha ao mundo de Afrodite, que inclui compras no shopping, cabeleireiros e vida nocturna.

Atena pode achar incompreensível que mulher Hera, tão brilhante e competente quanto ela, necessita do apoio do marido e do casamento, assim como Hera pode não aprovar a liberdade sexual de Afrodite, uma eterna ameaça à sua sagrada família.

Lidar com estas subpersonalidades é ao mesmo tempo fascinante e desafiador. Contudo, expressar estes seis arquétipos em um nível mais amplo pode ser mais proveitoso. Nesta atual etapa da humanidade, por exemplo, a energia da deusa Deméter tem sido necessitada e pouco evocada - a força amorosa, acolhedora, que alimenta a vida, tem sido pouco expandida; quase sempre Deméter surge por falta de planejamento familiar - filhos indesejados x aborto, ou pela rejeição biológica de ser mãe, diferente de abdicar do poder de ser mãe.

Afrodite, então, é uma das mais equivocadas expressões, que mesmo depois de conquistada a liberdade sexual feminina, depois de séculos de repressão, ainda tem que enfrentar preconceitos e a vulgarização de sua sexualidade. Ártemis tem encontrado espaço nas questões de defesa ambiental e consciência ecológica, assim como Atena tem atuado na política e economia, departamentos antes exclusivos dos homens.

Actualmente, Hera tem o compromisso com o resgate da sustentação do casamento, diante do desafio de novos modelos familiares e de lares desajustados; ela busca a parceria ativa neste resgate. Perséfone, sutilmente, sempre presente, nos dando suporte espiritual e nos oferecendo cada vez mais contato com o mundo interno, através de inúmeros acessos ao reino esotérico. Precisamos contatar estas deusas para que sejam também reconhecidas por seus pares, deuses e consortes.

Texto inspirado no livro " A Deusa Interior" de Jennifer B. Woolger e Roger J. Woolger, publicado pela Editora Cultrix.

Historia da deusa...

História da Deusa...
Com a reviarvolta, se assim se pode chamar, que está acontecer temos que perceber o porquê ao invés de nos lamentar, e de deixar levar pelas informações de calamidades. ´Daí eu tentar perceber o que é isto, então começa-se a desvendar, como se a cortina começasse a baixar. Neste sentido encontrei este artigo, que achei muito inteessante, e que é a ponta do ice-berg, ora deixo para reflectir... Retorna da energia da Deusa...
"O período neolítico não conhecia deuses, vigorava o matriarcado, com a Deusa-Mãe. O conceito de paterno inexistia e a moral, a ciência e a religião ocupavam a mesma esfera. Com a instituição do patriarcado, o cálice foi derramado através da espada, relegando o elemento feminino. Com o fim da era de Peixes, tipicamente masculina, o reinado feminino retorna em Aquário para resgatar Sofia, o arquétipo da Sabedoria. Assim como o Taoísmo primitivo, todas as religiões ancestrais visualizavam o Universo como uma generosa Mãe. Nada mais natural: não é do ventre delas que saímos? De acordo com o mito universal da Criação, tudo teria saído dela. Entre os egípcios, era chamada de Nuit, a Noite. "Eu sou o que é, o que será e o que foi." Para os gregos era Gaia - Mãe de tudo, inclusive de Urano, o Céu. Entretanto, ela não era apenas fonte de vida, como também senhora da morte. O culto a Grande Mãe era a religião mais difundida nas sociedades primitivas. Descobertas arqueológicas realizadas em sítios neolíticos testificam a existência de uma sociedade agrícola pré-histórica bastante avançada, na região da Europa e Oriente Médio, onde homens e mulheres viviam em harmonia e o culto à Deusa era a religião. Não há evidências de armas ou estruturas defensivas, onde se conclui que esta era uma sociedade pacífica. Também não há representações, em sua arte, de guerreiros matando-se uns aos outros, mas pinturas representando a natureza e uma grande quantidade de esculturas representando o corpo feminino. Essas esculturas também foram encontradas em Creta, datadas de 2.000 a.C. Na sociedade cretense as mulheres exerciam as mais diversas profissões, sendo desde sacerdotisas até chefes de navio. Platão conta que nesta sociedade, a última matrifocal de que se tem notícia, toda a vida era permeada por uma ardente fé na natureza, fonte de toda a criação e harmonia. Segundo historiadores, a passagem para o patriarcado deu-se em várias esferas. Na velha Europa, a sociedade que cultuava a Deusa foi vítima do ataque de poderosos guerreiros orientais - os kurgans. O Cálice foi derrubado pelo poder da Espada. Outro fator decisivo para tal transformação foi o crescimento da população, que levou as sociedades arcaicas à "domesticação da terra". Os homens tinham que dominar a natureza, para obrigá-la a produzir o que queriam. Com a descoberta de que o sêmen do homem é que fecunda a mulher (acreditava-se que esta gerasse filhos sozinha), estabeleceu-se o culto ao falo, sendo este difundido pela Europa, Egito, Grécia e ásia, atingindo o seu ápice na índia. Com o advento do monoteísmo e do patriarcado, e a conseqüente dominação da mulher, o culto ao falo estabeleceu-se em definitivo. "O monoteísmo não é apenas uma religião, é uma relação de poder. A crença numa única divindade cria uma hierarquia - de um Deus acima dos outros, do mais forte sobre o mais fraco, do crente sobre o não crente."
"Jeová, Deus dos Hebreus, em cujos mandamentos assentam-se as raízes da nossa civilização judaico-cristã, é o melhor exemplo do Deus patriarcal. Ele é um Deus guerreiro, que esmaga os inimigos do seu povo eleito com toda a sua força poderosa, esperando em troca fidelidade e obediência aos seus mandamentos. Ele trabalha com o medo. O mito de Lilith mostra bem essa passagem do matriarcado para o patriarcado. Recusando-se a submeter-se à Adão, tentava igualdade com ele. "Por que devo deitar-me sob ti?", ela questiona, e é punida por Jeová, que envia um anjo para expulsá-la do Paraíso. Blasfemando e criando asas, numa demonstração de liberdade, Lilith abandona o Paraíso e voa para o Mar Vermelho, onde dá início a uma dinastia de demônios. Mas Adão fica, e sente-se só. Jeová então cria Eva, a mulher, condenada eternamente à inferioridade. Como enunciava Santo Agostinho, a mulher não era a imagem de Deus, apenas o homem era. Ela era, no máximo, a imagem de uma costela. Embora a personagem do Deus cristão seja bem mais suave do que seu antecessor (o Deus de Jesus é piedoso e compreensivo, enquanto Jeová distribui medo e castigos), na opinião de muitos a totalidade feminina encontra-se cindida na mitologia cristã: maternidade e sexualidade. A Virgem e Maria Madalena. Nos Evangelhos Apócrifos, Madalena é tida como líder ativa no discipulado de Cristo. O Evangelho de Felipe ressalta a união do homem e da mulher como símbolo de cura e paz, e estende-se ao relacionamento de Cristo e Madalena, a companheira do Salvador. Contrapondo-se à figura de Madalena, a Virgem está associada apenas ao lado maternal do feminino, estático e protetor.
Sempre retratada através da Virgem, de Madalena, Hera, ísis, Deméter, Atena, Diana, a Lua, a Natureza, Hécate, Afrodite, Lilith e tantas outras, a figura da Deusa vem ressurgindo, cada vez mais e com mais força."
 
©2007 '' Por Elke di Barros